top of page

ENSAIO 93: DEMI LOVATO

  • Foto do escritor: LFMontag
    LFMontag
  • há 4 dias
  • 10 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Foto: Montag


Se você está aqui pela primeira vez este ensaio faz parte de um livro sendo escrito em tempo real seguindo a narrativa do fluxo de consciência, se te interessar acompanhar o processo comece pelo primeiro.



--


14/01/2026


DEMI LOVATO


Erick Von Danniken não tem relação com o assunto.


--


Baby, I'm sorry (I'm not sorry).


- Demi Lovato.


--


In your mind, you have capacities, you know

To telepath messages through the vast unknown

Please close your eyes and concentrate

With every thought you think

Upon the recitation we're about to sing



- Calling Occupants of Interplanetary Craft - Klaatu/Carpenters.


--


Em 1994, o Wright Laboratory da Força Aérea dos EUA elaborou uma proposta para uma arma química não letal com intenção de prejudicar a eficácia de combate inimiga de formas não convencionais, um agente químico que quando disperso no ar poderia teoricamente causar atração temporária entre pessoas do mesmo sexo entre as tropas; a teoria era que, ao alterar o comportamento sexual dos soldados e assim atrapalhar a coesão e o foco da unidade, seria possível reduzir sua prontidão de combate sem causar danos físicos diretos.


Esse conceito, apelidado posteriormente pela mídia de “bomba gay”, fazia parte de um conjunto maior de propostas para as chamadas “substâncias de assédio” criadas para incapacitar por meio de constrangimento, distração ou perturbação social.


A proposta apareceu em um conjunto de documentos desclassificados obtidos através da Lei de Acesso à Informação no início dos anos 2000 e os materiais revelaram que a Força Aérea havia reservado 7,5 milhões de dólares ao longo de seis anos para o desenvolvimento de não letais e a bomba gay não foi a única ideia incomum; outras sugestões incluíam um produto químico para causar mau hálito entre o pessoal inimigo, um “atraente de insetos” para direcionar insetos que picam contra tropas específicas e um composto que tornaria a pele dos soldados inimigos extremamente sensível à luz solar.


Embora muitas dessas ideias nunca tenham passado da fase conceitual os documentos confirmaram que houve de fato destinação de recursos para avaliar sua viabilidade e sua presença em propostas oficiais destacou a mentalidade experimental de certos setores do Pentágono no período pós–Guerra Fria; na época, planejadores militares buscavam ferramentas não letais para operações de manutenção da paz, controle de multidões e guerra não convencional.



A divulgação desse conceito décadas depois gerou controvérsia, ridicularização e debates sobre a ética de transformar o comportamento e a sexualidade humana em armas e o caso permanece como um exemplo marcante de até onde a pesquisa militar pode chegar ao considerar a perturbação psicológica e social como ferramentas de guerra e felizmente não vingaram pois você eu não sei, mas um casal de bichas brancas fotossensíveis com mau hálito cheias de picadas de mosquito é verão demais pro meu gosto.


--


Demétria é um nome de origem grega, com o significado de consagrada a Deméter ou pertencente a Deméter, a deusa grega da agricultura, da fertilidade da terra, das colheitas e dos ciclos naturais, associada à nutrição, abundância e renovação da vida, segunda filha dos Titãs Reia e Cronos e irmã de Héstia, Hera, Hades, Poseidon e Zeus, o pai de Perseu, que matou Medusa na ilha de Górgona e levou a sua cabeça cavalgando no Pégaso para matar o Kraken, salvar a princesa Andromeda e casar com ela, auxiliado pela Bubo, uma coruja mecânica feita por Hefesto porque Atena não quis emprestar a sua coruja de estimação, mas não sem antes matar três escorpiões gigantes que brotaram do sangue da Medusa porque o Calibos furou o saco onde estava a cabeça dela, mas ele também morreu porque neste dia Perseu estava mitologicamente injuriado pois como já falamos Mitologia Grega é assim, é sempre o filho de alguém tentando matar alguém para comer alguém e quem não está comendo ninguém está tentando matar alguém para comer outro alguém.



Deméter também é mãe de Pluto como também já falamos, meu querido e finado ligado à riqueza que brota da terra, a abundância material, os frutos das colheitas e a prosperidade do trabalho agrícola e do ciclo natural da fertilidade, reforçando a associação de Deméter com o sustento da vida, dos plantios e colheitas as quais, como já falamos também, provavelmente atraem muitos aliens para o nosso quintal.


--


Calling Occupants of Interplanetary Craft é uma música de 1976 de uma banda de rock canadense chamada Klaatu e que fez muito sucesso no ano seguinte com a cover da dupla norte-americana The Carpenters e a ideia originou de um evento real descrito em The Flying Saucer Reader, livro de Jay David publicado em 1967: Em 15 de março de 1953, uma organização conhecida como International Flying Saucer Bureau (IFSB) enviou um boletim a todos os seus membros convidando para participar de um experimento denominado World Contact Day por meio do qual, em uma data e hora predeterminadas, eles tentariam enviar coletivamente uma mensagem telepática aos visitantes do espaço sideral.


A mensagem começou naturalmente com as palavras:


- Calling occupants of interplanetary craft!


E seguiu:


Calling occupants of interplanetary craft that have been observing our planet EARTH. We of IFSB wish to make contact with you. We are your friends, and would like you to make an appearance here on EARTH. Your presence before us will be welcomed with the utmost friendship. We will do all in our power to promote mutual understanding between your people and the people of EARTH. Please come in peace and help us in our EARTHLY problems. Give us some sign that you have received our message. Be responsible for creating a miracle here on our planet to wake up the ignorant ones to reality. Let us hear from you. We are your friends.


Se você estiver lendo este ensaio hoje, anote aí, o evento acontece todos os anos e dia 15 de março de 2026 vai ter de novo.


Aliens entediados no milharal, Johns barbudos mandando músicas progressivas para o espaço, não faltam ideias e versões de comunicação, tal qual o alienígena no livro Contato do Carl Sagan 1985 (ou no filme do diretor Robert Zemeckis em 1997) quando decide enfim aparecer para a cientista Ellie Arroway, surgindo em uma praia na aparência do seu falecido pai Theodore, e logo após a emoção inicial Ellie percebe estar sendo enganada.


Então o alien sem se abalar responde que a intenção foi tornar o primeiro contato mais fácil para ela entender a jornada: o primeiro passo da humanidade de se juntar a outras espécies.


Mas esquece, este lance de alien bonzinho e paternal afim de conversar é tolice, divertido mesmo é alienígena feioso e brigão: um xenomorfo esfomeado cuspindo água quente açucarada e sangrando ácido em Alien, um rastafari invisível colecionador de medulas inimigas em Predador, inquilinos inadimplentes do Distrito 9 ou até mesmo invasores em naves circulares gigantes fazendo arrastão em Independence Day.


Ou ainda gigantes de três pernas mancos em War of the Worlds ou cabeçudos esbugalhados em Mars Attacks que levam até as nossas vaquinhas e no quesito feiura criativa a série The Outer Limits de 1963 é imbatível: aliens pequenos ou gigantes, voando ou flutuando, com pernas de centopeia ou sem pernas, cabeçudos ou sem cabeça, de uniformes ou pelados, tem até alien de bigode; e talvez o mais divertido esteja no episódio Cold Hands, Warm Heart quando o astronauta Jeff Barton é surpreendido por um alienígena em formato de um fruto do mar destes que japoneses comem cru.


Não sei se existem aliens, qual a sua aparência ou se vivem entre nós e se já fiz contato não posso confirmar, mas a certeza é para os fracos e só a dúvida leva adiante, então me perguntei quais seriam os limites das nossas fantasias e lembrei de Erich von Däniken, escritor suíço nascido em 1935, conhecido por popularizar a chamada teoria dos antigos astronautas, segundo a qual civilizações extraterrestres teriam visitado nosso planeta no passado e influenciado culturas humanas antigas.


Erich não é arqueólogo nem cientista, tendo formação em hotelaria e atuou principalmente como autor de divulgação especulativa e tornou-se famoso a partir do fim dos anos 1960, e desde então vendeu milhões de livros no mundo todo e exerceu forte influência cultural, apesar de suas ideias serem amplamente rejeitadas pela comunidade científica.


Seu livro mais conhecido é Chariots of the Gods? publicado em 1968 (Carruagens dos Deuses, lançado em português como Eram os Deuses Astronautas?) e a ideia central da obra é que muitos deuses descritos em mitologias antigas seriam, na verdade, visitantes extraterrestres, e que monumentos e realizações do mundo antigo representariam tecnologia avançada mal compreendida; Von Däniken argumenta que povos antigos não teriam capacidade técnica para certas construções, compreensões e conhecimentos, sugerindo que a explicação estaria em ajuda externa vinda do céu.


No livro ele cita exemplos como as pirâmides do Egito (que considerava impossíveis de construir sem tecnologia avançada) as Linhas de Nazca no Peru (interpretadas como pistas de pouso para naves) as estátuas da Ilha de Páscoa (cujo transporte seria supostamente inexplicável) além de textos bíblicos como as visões do profeta Ezequiel (tratadas como descrições literais de uma nave espacial). Também recorre às mitologias suméria, hindu e mesopotâmica, sempre reinterpretando deuses como astronautas antigos.


Apesar das fortes críticas acadêmicas que apontam uso seletivo de fontes, erros factuais, traduções fora de contexto e a subestimação das capacidades dos povos antigos, o livro teve enorme impacto cultural e ajudou a consolidar o imaginário moderno sobre alienígenas no passado, influenciando documentários, séries como Ancient Aliens e inúmeras obras de ficção científica e teorias conspiratórias e, embora não seja confiável como ciência ou história, é considerado relevante para entender como essas ideias se enraizaram na cultura contemporânea.


--


O sufixo demi- vem do francês e significa literalmente metade, meio, parcial ou incompleto, deriva do latim dimidius (dividido ao meio) e entrou em várias línguas modernas principalmente por meio do francês, mantendo esse sentido de algo que está entre dois estados, não totalmente completo ou reduzido à metade.


Na prática, demi- é usado para indicar algo que não é pleno, absoluto ou inteiro.


Pode se referir tanto a quantidade (metade de algo) quanto a intensidade, duração ou condição intermediária e por isso aparece em contextos muito diferentes: culinária, moda, espiritualidade, mitologia, música e linguagem cotidiana.


Na culinária, o exemplo mais famoso é demi-glace, molho clássico da cozinha francesa feito pela redução prolongada de caldo escuro (geralmente de carne) com espagnole; o termo indica que o molho foi reduzido à metade, ficando mais concentrado, espesso e intenso e outros exemplos são demi-sel, usado para manteiga levemente salgada, e demi-sec, para vinhos e espumantes que não são totalmente secos nem doces.


Na moda e design, aparecem termos como demi-saison (que se refere às estações intermediárias entre verão e inverno) e demi-couteau (cortes ou comprimentos que não são nem curtos nem longos).


Na música, demi-tone ou semitone indica meio tom e, na dança, demi-plié descreve um movimento feito apenas até a metade da flexão completa.


Em contextos filosóficos, mitológicos e contemporâneos, o sufixo aparece em palavras como demigod (semideus), indicando alguém não totalmente divino nem totalmente humano, e demisexual, termo do espectro assexual que se caracteriza pelo surgimento de atração sexual somente quando existe envolvimento ou conexão emocional ou afetiva com essas pessoas, trazendo novamente a ideia de algo que não é total ou imediato.


Em todos os usos, o núcleo do significado permanece o mesmo: algo que existe entre extremos, parcial, intermediário, nem inteiro nem ausente.


Eu achava que demisexual definia quem tinha atração pela Demi Lovato, o que seria a inclusão sexual universal, pois todo mundo que se preze neste planeta (e possivelmente em outros) é afim dela, e o único defeito da Demi Lovato é não ter nascido em preto e branco como a Marilyn Monroe.


Além da beleza e da goela, personalidade e carisma, ela tem uma história definitivamente interessante e pelo menos uma passagem absolutamente amarga que, sendo ela quem é, parece saber lidar com muito mais força que nós teríamos.


[SOMENTE LIVRO]


[SOMENTE LIVRO]


Mas ela não perdeu a linha, em uma entrevista Demi explicou não acreditar que seres de outros planetas tenham a intenção de prejudicar os humanos.


Em suas palavras:


- Eu realmente acho que, se houvesse algo lá fora que quisesse fazer isso com a gente, isso já teria acontecido.


E continou:


- Mas acho que precisamos parar de chamá-los de aliens, porque alien é um termo depreciativo para qualquer coisa, por isso eu gosto de chamá-los de E.T.s.


De fato a palavra alien, quando usada para se referir a imigrantes ou a pessoas de outros países, tornou-se controversa e é considerada desumanizante por defensores dos direitos de imigração.


Lovato também disse à publicação que o objetivo da série é proporcionar uma compreensão de quanto precisamos cuidar do nosso planeta e de quanto precisamos aprender a expandir nossa consciência:


- Acho que o mundo está se tornando um lugar mais aberto. Devagar, mas com certeza, acho que estamos fazendo progresso, e estamos chegando lá aos poucos. Mas, sabe, qualquer progresso é progresso.”


Erick Von Danniken não tem relação com o assunto mas: Eram as Demis Astronautas?


O que ela não sabe é de um outro não tão belo dia ainda na minha primeira infância quando tiver de lidar com o atraso do catolicismo novamente.


[SOMENTE LIVRO]


[SOMENTE LIVRO]


[SOMENTE LIVRO]


[SOMENTE LIVRO]


[SOMENTE LIVRO]


Briguem com a Demi, foi ela que começou.


Baby, I'm sorry (I'm not sorry).



Mas ainda piora, aí melhora um pouco, aí piora consideravelmente de novo, e então melhora muito, e fica estranhamente divertido.


Tudo por causa de um porta-malas cheio de galinhas vivas.


--


Cápsulas predadoras alienígenas do tempo.


--


Na savana africana, duas leoas se aproximaram com atenção ao perceber que um pássaro estava enrolado no corpo de uma cobra. A cena chamou atenção por mostrar como a natureza pode surpreender, unindo predadores e presas em momentos inesperados.


É o que muitos chamam de “caminhos do destino”.


A águia tentou capturar a cobra.

A cobra foi mais esperta e capturou a águia.

A leoa viu a águia e pensou: vou fazer esse lanche.

A cobra pensou: nada disso! A águia é minha!

A leoa atacou a cobra.

A cobra fugiu.

A leoa pensou: agora vou comer a águia.

A águia pensou: não, não, não, vou fugir daqui!


Resumindo: todos ficaram vivos, mas todos ficaram com fome.


--


E por falar em astronauta, terminei de assistir a série Alien: Earth, o maior sonho de todos os fãs de Alien e que se tornou um pesadelo pior que estar no espaço, ninguém ouvir seus gritos, e ainda ser carcomido por um ser de outro planeta.


A série é ruim de doer.


E por que então assisti até o fim?


Ué, para torcer pela criatura, vai dizer que você nunca sonhou acordado com um alienígena destruindo o planeta terra todinho?

Eu sonho todos os dias.


Mas não aconteceu e farão mais temporadas, então só me resta torcer para o Alien quem sabe enfrentar um grande inimigo natural terrestre, quem sabe o Spiro giro, é Spáiro Jáira, um bichinho bonito e verdinho que dá na água.


Por fim fica a dica, não se deixe levar por padrões irreais de beleza, além da Demi só existe um ser perfeito no universo, e ele se chama XENOMORFO e o sangue dele é ÁCIDO.


--


Mais uma coincidência incrível, Erich von Däniken morreu neste último sábado, 10 de janeiro, quatro dias antes de eu publicar este ensaio.


--

Comentários


STORY STOLEN SITE (1).png
bottom of page