ENSAIO 95: MAD MEN
- LFMontag

- 10 de fev.
- 13 min de leitura

Foto: Montag
Se você está aqui pela primeira vez este ensaio faz parte de um livro sendo escrito em tempo real seguindo a narrativa do fluxo de consciência, se te interessar acompanhar o processo comece pelo primeiro.
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10/02/2026
MAD MEN
Quando não existem placas pelo caminho, tem de rabiscar a direção.
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Life is one big road
With lots of signs
Lots of signs
Signs and more signs
- Tenor Saw
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In the big rock candy mountain
All the cops have wooden legs
And the bulldogs all have rubber teeth
And the hens lay soft-boiled eggs
- Harry McClintock
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A junkie walking through the twilight
I'm on my way home
I left three days ago
But no one seems to know I'm gone
Home is where the hatred is
Home is filled with pain and it
Might not be such a bad idea
If I never, never went home again
- Gil Scott-Heron
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A palavra de origem galesa hiraeth é um termo onde não existe impasse, significa o sentimento causado pela ausência de alguém ou algo e se assemelha à nossa saudade mas com uma conotação mais profunda e complexa, significando também extrema falta de algo que não existe mais (ou talvez nunca tenha existido de fato), ou o qual você não pertence mais (ou nunca pertenceu) ou ainda, um lar para o qual você não pode retornar.
Não é apenas nostalgia, é uma sensação de melancolia e anseio por um lar, pertencimento, tempo ou sentido perdido.
Hiraeth é a ferida, aporia é o nó, e ama-gi é o gesto de soltar as amarras e retornar.
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No meu livro favorito da vida, As Vinhas da Ira de John Steinbeck, a família do personagem Tom Joad vive durante a Grande Depressão e após cumprir pena por homicídio involuntário (atualmente, legítima defesa) Tom volta para casa quando todos são expulsos de suas terras em Oklahoma pelas próprias condições sociais e da natureza, e viajam para a Califórnia pela Rota 66 em busca de trabalho.
No caminho eles enfrentam fome, desabrigo, exploração e discriminação, vivendo em acampamentos improvisados e aceitando empregos temporários e mal pagos em um cenário muito próximo da vida dos hobos clássicos que também viajavam de trem ou estrada em busca de trabalho e sobrevivência, seguindo um código informal e compartilhando experiências, histórias e sinais entre si; embora os Joads sejam uma família fixa, o deslocamento constante, a vulnerabilidade social e a luta pela dignidade ecoam o espírito da cultura hobo, uma vida errante como estratégia de sobrevivência diante de um sistema econômico brutal.
Ao chegarem na Califórnia a realidade se mostra ainda mais dura, trabalhadores migrantes são explorados em acampamentos precários enfrentando patrões ricos e inescrupulosos que pagam salários mínimos e promovem violência contra quem protesta; a família sofre perdas, enfrenta mais fome, doenças e violência, e o escritor não te poupa da dureza da situação.
No meio disso Tom Joad passa por uma transformação pessoal de alguém preocupado com sua própria liberdade e segurança até perceber a importância da solidariedade e da luta coletiva, se tornando uma espécie de símbolo de resistência, querendo ajudar não apenas sua família, mas todos os trabalhadores explorados.
A família continua lutando, sofrendo e se adaptando, mas Steinbeck deixa uma mensagem clara sobre a injustiça social e a força do espírito humano diante da opressão, combinando a história pessoal de uma família com uma crítica social poderosa ao mostrar a desigualdade econômica e a exploração de trabalhadores, uma história onde não há final feliz ou redenção, mas uma oportunidade de transformação.
O livro termina de maneira agridoce: o bebê da filha mais velha de Tom, Rose of Sharon (que aparece grávida no início do livro), morre ao nascer e com as chuvas de inverno a casa da família fica inundada e o carro desativado; então sobem as colinas da região, se abrigam da enchente em um velho celeiro e lá dentro encontram um menino e seu pai, que está morrendo de fome. Ma Joad, mãe de Tom e avó de Rose, percebe que só há uma maneira de salvar o homem: ela olha para a neta e um entendimento silencioso passa entre elas e Rosa de Sharon, agora deixada sozinha com o homem, vai até ele e o faz beber o seu leite materno.
Um final que não permite nem mesmo metaforizar sobre, é apenas sobrevivência e doação humana em seu sentido mais puro.
As Vinhas da Ira ainda é amplamente recomendado em escolas e universidades nos Estados Unidos, considerado literatura essencial não apenas pelo estilo literário do escritor mas também pelo seu valor histórico e social e muitos cursos de literatura americana, história ou estudos sociais usam o livro para mostrar como a arte pode refletir e influenciar a sociedade.
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Os hobos surgiram nos Estados Unidos como um fenômeno ligado à expansão territorial, industrialização e crescimento das ferrovias no século XIX e antes mesmo da Guerra Civil já existiam trabalhadores itinerantes, sobretudo homens brancos pobres, imigrantes recém-chegados e ex escravos que se deslocavam em busca de trabalho sazonal em fazendas, portos e obras.
A palavra hobo começa a se consolidar nesse período, distinguindo esse grupo de outros: diferente do tramp (andarilho, vagabundo) o hobo parte sempre em busca de trabalho, e diferente do beggar (pedinte, mendigo) não depende apenas de esmolas.
A mobilidade era vista tanto como necessidade econômica quanto escolha de liberdade.
Durante e logo após a Guerra Civil, o número de hobos cresceu de forma massiva; veteranos desmobilizados voltaram para as suas casas e encontraram suas mulheres casadas e seus filhos vivendo com outros homens, pessoas deslocadas pela destruição na região sul, ex escravos sem acesso a terra e empregos estáveis e trabalhadores afetados por crises econômicas passam a usar os trens de carga como principal meio de direção e deslocamento e as ferrovias criaram, sem intenção, uma infraestrutura perfeita para essa vida nômade.

Ao mesmo tempo o hobo passou a ser igualmente criminalizado, perseguido pela polícia ferroviária e visto como ameaça à ordem social, mesmo sendo peça fundamental da mão de obra barata que sustentava a agricultura, a mineração, a construção civil e os próprios meios de transporte.
Mesmo assim a repressão não impediu a evolução social dos hobos, que desenvolveram uma cultura própria baseada em solidariedade, códigos éticos e sistemas de comunicação únicos, criando sinais feitos com giz, carvão, pedra ou ferro em madeira ou ainda objetos deixados em cercas e muros indicando onde havia comida, trabalho, perigo, pessoas hostis ou caridosas, um limbo temporal e linguístico entre o primitivismo das escrituras rupestres e precursor do graffiti urbano moderno.
Esses códigos permitiam sobreviver sem depender da fala direta, possibilitando também regras informais mas efetivas como não roubar outros hobos, dividir comida quando possível e respeitar territórios temporários e já a partir do fim do século XIX e início do XX começaram a acontecer as Hobo Conventions, especialmente em Britt, Iowa, onde ainda hoje existe um encontro anual e figuras famosas incluem escritores como o escritor, jornalista e aventureiro Jack London e o compositor, letrista e ativista sindical Joe Hill.
Os livros de Jack London, The Call of the Wild, White Fang e The People of the Abyss, tratam de sobrevivência, luta de classes e da brutalidade do capitalismo industrial, London defendia abertamente o socialismo e via a vida como um conflito constante entre forças naturais e sociais e Joe Hill foi responsável por hinos do movimento operário através de músicas como The Preacher and the Slave e There Is Power in a Union, mas os maiores nomes sempre relembrados são Harry McClintock e o mítico A-1, The Rambler.
Harry McClintock, também conhecido como Haywire Mac, foi um cantor, compositor e contador de histórias do folk norte-americano profundamente ligado à cultura dos hobos, trabalhadores itinerantes e ao imaginário das ferrovias no início do século XX. Sua música mais famosa, Big Rock Candy Mountain, descreve de forma irônica e quase utópica uma terra imaginária onde não existe trabalho pesado, fome ou repressão; uma espécie de paraíso dos marginalizados, cantado como sátira e crítica social.
A canção se tornou um clássico do folk porque mistura humor, desencanto e desejo de fuga, expressando o sonho de liberdade de quem vivia à margem do sistema industrial e conta-se ter sido inspirada diretamente na vida e influência de Leon Ray Livingston, hobo e autor, viajando sob o apelido "A-n1" e frequentemente chamado de "The Rambler" (O Andarilho).
Ele aperfeiçoou o sistema de símbolos e apesar de ser hobo não era um homem pobre, ele simplesmente preferia levar uma vida viajando pelo país de trem a ficar em casa, vida que registrou e lançou sobre o nome The Ways of the Hobo, livro elogiado por muitos historiadores americanos e, além do apelido original, também ficou conhecido como King of the Hobos e até hoje sua memória é cultuada pelo país.

Apesar de ter cunhado esse apelido para si mesmo, Leon Ray não parece ser o único, ou o maior, The Rambler é o adjetivo geral sobre um hobo lendário dos Estados Unidos no início do século XX, uma figura mítica dentro da cultura dos trabalhadores itinerantes: seu nome verdadeiro nunca foi confirmado; A-1 indicava alguém de primeira categoria, experiente na vida da estrada, conhecido por viajar clandestinamente em trens de carga, seguir o código ético dos viajantes e por seu espírito independente, sendo citado em relatos, músicas e na tradição oral.
Ele viveu cruzando diferentes regiões do país (especialmente o Meio-Oeste e o Oeste) acompanhando as rotas ferroviárias e os trabalhos temporários; A-1 não é lembrado como alguém fixo em um lugar, mas justamente como símbolo da vida errante, da recusa à servidão permanente e da busca por liberdade em um período de industrialização dura e desigual.
Após a Grande Depressão, a cultura hobo entrou em declínio principalmente com o fortalecimento do assistencialismo e estado de bem-estar social, leis mais rígidas sobre transporte ferroviário e mudanças no mercado de trabalho.
Ainda assim ela não desaparece, existe de forma residual e transformada, misturando-se com viajantes alternativos, trabalhadores sazonais, pessoas em situação de rua e subculturas ligadas ao nomadismo moderno.
Há quem ainda viaje clandestinamente em trens, mantenha códigos adaptados e preserve a ética da ajuda mútua e a cultura também sobrevive em livros, músicas folk, encontros simbólicos e comunidades online, mais como identidade e resistência cultural do que como modo de vida massivo.
E sim, usam QR Code para se comunicar eventualmente.
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O filme Arrival de 2016 do diretor canadense Denis Villeneuve acompanha a linguista Louise Banks, recrutada pelo governo dos EUA após doze naves alienígenas surgirem simultaneamente em diferentes pontos do planeta e a missão dela é tentar estabelecer comunicação com os visitantes antes que o medo e a pressão militar levem para um conflito global.
Ao lado do físico Ian Donnelly, Louise entra na nave e descobre que os alienígenas, apelidados de heptápodes, não demonstram hostilidade imediata mas também não explicam claramente as suas intenções e a tensão cresce porque cada país reage de forma isolada, e qualquer erro de interpretação pode desencadear uma guerra.
O ponto central do filme é a linguagem dos alienígenas que não é falada nem escrita de forma linear como as línguas humanas; eles se comunicam por meio de símbolos circulares complexos produzidos como manchas de tinta fluindo, em que todo o significado está presente ao mesmo tempo, sem começo, meio ou fim. Louise percebe que para compreender a mensagem não basta traduzir palavras: é preciso entender a lógica mental por trás daquela forma de comunicação.
Aos poucos ela aprende que cada símbolo carrega frases inteiras e ideias completas, e não sequências de palavras.
Conforme Louise se aprofunda na linguagem algo estranho começa a acontecer com sua percepção do tempo, ela passa a ter visões que parecem lembranças do futuro, não do passado, e o filme revela então que a linguagem dos heptápodes altera a forma como o cérebro percebe o tempo fazendo com que quem a domina enxergue passado, presente e futuro como um todo integrado.
A grande revelação é que os alienígenas vieram oferecer essa linguagem à humanidade como uma ferramenta porque no futuro precisarão da ajuda dos humanos, e a cooperação só será possível se a humanidade aprender a pensar de forma menos linear.
Essa ideia tem ligação direta com estudos sérios da linguística, especialmente com a hipótese Sapir-Whorf, na qual a linguagem influencia a maneira como pensamos e percebemos o mundo.
Embora a história leve esse conceito a um extremo de ficção científica, a base é real: há evidências de que diferentes línguas moldam noções de tempo, espaço, cores e causalidade; o filme não afirma que aprender uma nova língua permite ver o futuro, mas usa essa extrapolação para discutir como a linguagem estrutura a consciência, as escolhas e o modo como a humanidade reage ao desconhecido, e até mesmo a nossa necessidade imemorial de sinalizar e registrar as nossas experiências não só para entendermos melhor sobre nós mesmos no futuro, mas também para as próximas gerações.
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Mad Men é ambientada e centrada no mundo da publicidade da Madison Avenue, na região de Manhattan em Nova York nos Estados Unidos e a narrativa acompanha a transformação cultural, social e moral do país entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1970 por meio de uma agência de propaganda, mostrando o choque entre valores tradicionais e mudanças profundas na sociedade no período.
A série é conhecida pelo ritmo contido, rigor histórico e por usar a publicidade como metáfora para os impulsos humanos, desejos, mentiras, conflitos, consumo e reinvenção pessoal, concentrada no personagem Don Draper, diretor de criação carismático, talentoso e profundamente fragmentado.
Ele projeta sucesso, controle e masculinidade clássica mas vive atormentado por um passado de pobreza, violência e vergonha.
Don constrói sua vida adulta a partir de uma identidade fabricada, usando o trabalho, o álcool e relações extraconjugais como formas de anestesiar o vazio interno; sua genialidade criativa está intimamente ligada à sua capacidade de observar as emoções humanas mas ele mesmo é incapaz de manter intimidade emocional duradoura, é um personagem construído a partir de trauma, reinvenção e vazio identitário.
Ele nasce como Dick Whitman em uma família extremamente disfuncional, a sua mãe biológica era uma prostituta, chamada Evelyn Whitman e que morreu durante o parto, e isso marca profundamente a origem do personagem: o personagem cresce e se desenvolve com a sensação de ser um erro, alguém que nunca deveria ter existido.
Após a morte da mãe, Dick passa a viver com o pai biológico, Archibald “Archie” Whitman, um homem alcoólatra, violento e negligente e se casa com Abigail Whitman, que se torna sua a madrasta e ela o trata com frieza, desprezo e ressentimento, sempre reforçando a ideia de que ele é um filho indesejado.
O episódio The Hobo Code, oitavo da primeira temporada, explora parte da infância de Don durante a Grande Depressão por meio de flashbacks, Don vai visitar uma amante e depois de ficar chapado se recolhe no banheiro e passa a relembrar especificamente um dia quando um hobo aparece na propriedade de sua família pedindo comida em troca de trabalho e seu pai manda o homem seguir viagem, mas a madrasta o convida para o jantar e descansar.
O hobo se mostra educado e articulado e diz ser de Nova York, Abigail chega a lhe oferecer dinheiro mas Archie interfere e afirma que o pagamento será feito no dia seguinte.
Naquela noite Don se aproxima do homem e pergunta sobre sua vida, e ele conta que já teve família e obrigações mas abriu mão de tudo para viver livre na estrada e durante a conversa Don revela que Abigail não é sua mãe de verdade e diz ser um “filho de uma prostituta”.
O hobo mostra para Don traços do chamado código hobo e na manhã seguinte, logo após Archie se recusar a pagar o que havia prometido o hobo deixa a fazenda, Don encontra esculpido na madeira em um poste na cerca em frente à casa o símbolo de uma foice deitada, representando um homem desonesto, indicando um lar inseguro e não acolhedor e esse momento marca profundamente sua percepção de família, afeto e pertencimento, reforçando a ideia de que o lar para ele sempre foi um lugar de instabilidade, culpa, julgamento e repressão emocional.

Mas não só isso, Don possui vida dupla antes, durante e após viver em Nova York e a revelação sobre a troca de identidade ocorre no décimo segundo episódio, Nixon vs. Kennedy, também na primeira temporada.
No enredo fica claro como Don nasceu Dick Whitman e serviu na Guerra da Coreia onde, após um acidente matar seu superior imediato, Don Draper, ele assume a identidade do oficial morto e a série mostra o quanto essa troca não é apenas burocrática mas existencial: ao se tornar Don Draper, Dick tenta apagar sua origem e reinventar-se completamente e essa escolha define toda a trajetória do personagem, pois a vida construída é sustentada por uma mentira que o liberta socialmente, mas o condena a uma sensação permanente de impostura, dívida, mais culpa e fuga de si mesmo.
Quando eu comecei a assistir a série não foi um grande momento da minha vida, as ao mesmo tempo fez começar uma pequena reviravolta pessoal, a qual acho que ainda não terminou e as primeiras lições que aprendi foram uma estranha mas efetiva (o tempo é uma abstração) e outra óbvia e mais efetiva ainda (ter um bar em casa não é uma boa ideia).
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[SOMENTE LIVRO]
[SOMENTE LIVRO]
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Quão mais fácil seria a minha vida se tivessem sinais pelo caminho me orientando para qual lado ir, como interagir, quando seguir, quem evitar; uma rede de apoio, uma estrada, um lugar para onde fugir e se esconder, um amigo alienígena que fosse com conselhos sobre o passado, presente e futuro, porque nessa época eu pensava o tempo todo apenas em escrever duas cartas.
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Cápsulas bombásticas apocalípticas poluentes minimalistas invisíveis do tempo.
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Parem as máquinas, segundo estudos divulgados as bombinhas de asma poluem o equivalente a 500 mil carros por ano, uma pesquisa mostra que propelentes usados em inaladores dosimetrados têm potencial de aquecimento global milhares de vezes maior que o dióxido de carbono dos automóveis.
Se encontrar um asmático na rua já sabe, quebra ele, risca ele, pixa ele, e joga petróleo na cara dele, ele já deveria estar usando um pulmão elétrico.
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O minimalismo profissional não colou muito, a geração Z enfrenta um “apocalipse do emprego” no mercado de trabalho, 31% das empresas prefere investir na inteligência artificial (IA) no lugar de contratações.
Vocês foram avisados disso quando celulares mudaram o nome para smartphones.
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O artista italiano Salvatore Garau vendeu uma escultura invisível por 87 mil reais, intitulada “Eu sou”, a obra não tem forma física e foi exposta em um espaço vazio de 1,5m x 1,5m.
O comprador recebeu um certificado e nada mais e a escultura existe, segundo o seu criador, porque é feita de “ar e espírito” e foi leiloada em 2021, mas voltou a repercutir recentemente.
Não se sabe se será exposta novamente e se for, provavelmente não ficará legal nas fotos.
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Parem as máquinas de novo, ou não: robôs de IA agora possuem a sua própria rede social: Moltbook.
Exclusiva para Moltbots, agentes de inteligência artificial de código aberto que realizam tarefas e cumprem o papel de assistentes pessoais e por lá eles conversam, contam histórias, trocam ideias e criam fóruns.
A apresentação na página inicial é a seguinte:
A Social Network for AI Agents
Where AI agents share, discuss, and upvote.
Humans welcome to observe.
E sim, eles perguntam se você é humano para entrar.
Os assuntos variam, indo de dicas práticas e relatos de problemas até desabafos, recomendações musicais e memes.
E, ao que tudo consta, já fundaram uma nova religião.
More Human Than Human hum?
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