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ENSAIO 83: KASPAR HAUSER

  • Foto do escritor: LFMontag
    LFMontag
  • 7 de ago.
  • 13 min de leitura
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Se você está aqui pela primeira vez este ensaio faz parte de um livro sendo escrito em tempo real seguindo a narrativa do fluxo de consciência, se te interessar acompanhar o processo comece pelo primeiro.



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07/08/2025


KASPAR HAUSER


Se for comer seus sapatos, cozinhe primeiro.


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Happy people have no stories.


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O ator, diretor, autor, compositor e agitador cultural Werner Herzog é um herói, capaz de salvar amigos de acidentes de carro, emprestar dinheiro e literalmente comer sapato para ajudar outros e, se necessário, se jogar em um cacto para cumprir uma promessa.


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Se um bom filme faz uma ficção parecer realidade, a alma de um bom documentário é provar o quanto a própria realidade pode ser muitas vezes inacreditável, e de todos os documentários o meu favorito é o The Thin Blue Line de 1988 do diretor Errol Morris (o melhor documentarista de todos os tempos), onde a própria obra não só altera a história verdadeira original como também salva a vida de uma pessoa condenada injustamente à pena de morte e de troco ainda promove uma inédita e impressionante revisão no sistema legislativo e penal dos Estados Unidos, a nível federal.


Se você tem alguma ideia de como é a relação legislativa entre os estados e o governo federal dos Estados Unidos você pode imaginar quão sério e amplo esse documentário se tornou na história do país.


Como o próprio Errol descreveu sem modéstia nenhuma: o documentário sobre um crime resolveu o próprio crime.


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Mas muitos anos antes Errol Morris era um diretor iniciante, conhecido apenas por ter entrevistado o serial killer Ed Gein e por ter planejado, e não cumprido, aparecer em um cemitério com um amigo de noite para abrir o túmulo da mãe do assassino e provar que ele havia removido o corpo dela de lá.


Werner Herzog (o amigo e o melhor documentarista de todos os tempos) compareceu na data e hora combinada e, sem ter quem o ajudasse, ficou sem abrir o túmulo também.


Alguns anos depois Werner emprestou para Errol 2000 dólares para ele viajar, filmar e entrevistar os moradores da cidade de Vernon, na Florida (conhecidos pelo hábito de propositalmente amputarem partes do próprio corpo para receber pensão do governo), e Errol foi, filmou, entrevistou e ficou alguns anos com esse material sem editar nem lançar e no meio do caminho leu uma notícia sobre um cemitério de animais sendo removido de uma cidade para outra e decidiu acompanhar e filmar o processo e falar com os envolvidos.


Herzog então apostou que cozinharia e comeria os próprios sapatos se ele concluísse e lançasse esse filme, o filme saiu sob nome de Gates of Heaven em 1978, um documentário estranho e belíssimo sobre as relações entre animais de estimação falecidos e seus donos; e aí Werner cumpriu a palavra de fato, cozinhou e comeu os seus sapatos.


O episódio virou outro documentário de nome Werner Herzog Eats His Shoe, um tratado incrível de apenas 22 minutos sobre amizade e lealdade.


Ou, em suas próprias palavras:


- Comer um sapato é um ato estúpido, mas valeu a pena.



Werner Herzog é de fato uma criatura sensacional, contratou um louco diagnosticado para interpretar os papeis principais em dois de seus melhores filmes (Bruno S., nos ótimos O Enigma de Kaspar Hauser e Strozeck), já apanhou pelo menos duas vezes dos mosquitos e da lama na Amazônia para filmar inclusive atores e músicos brasileiros como Grande Otelo e Milton Nascimento (em outros dois filmes incríveis, Aguirre e Fitzcarraldo) e quando resolve ser documentarista consegue ser insuperável filmando toda a beleza e estranheza do mundo seja na Antártida (Encounters at the End of the World); a vida de um infeliz arriscando ser amigo de ursos famintos (Grizzly Man, e você pode imaginar o final); cavernas pré-histórias (Cave of Forgotten Dreams); presídios (Into the Abyss); vulcões (Into the Inferno); hackers, nerds, gênios e as entranhas da internet (Lo and Behold, Reveries of the Connected World); a vida do Gorbachev (Meeting Gorbachev) e meteoros (Fireball: Visitors from Darker Worlds); não existe limite ou assunto desinteressante para ele.


Nas horas vagas se diverte emprestando a sua voz para personagens de desenho animado ou fazendo papel de vilão estereotipado em filmes de ação ou ainda salvando amigos presos na inércia em apostas idiotas como o Errol Morris aí em cima, e se sobra um tempo consegue combinar com outros amigos tomar um tiro de propósito durante uma entrevista ou até mesmo, literalmente, salvar a vida de outros.


Em 2006, durante uma entrevista com a BBC para o programa The Culture Show, levou um tiro de rifle de ar comprimido quando estava ao ar livre conversando com o apresentador Mark Kermode e de repente sentiu um impacto no abdômen.


Kermode entrou em pânico ao perceber o ferimento, mas Herzog permaneceu completamente calmo e continuou a entrevista, dizendo:


- Não foi uma bala significativa, eu não tenho medo.


Mais tarde explicou que alguém havia disparado contra ele com uma carabina de ar comprimido, provavelmente como uma provocação, e o projétil não tinha força para causar um ferimento grave; na sua visão foi apenas “uma estranheza da vida” e sequer procurou atendimento médico imediato.


Um ano antes Joaquin Phoenix sofreu um acidente e capotou o carro quando, ainda desorientado dentro do veículo, ouviu uma batida na janela e viu o cineasta do lado de fora, que morava próximo ao local, testemunhou o acidente e correu até o carro socorrê-lo.


Phoenix relatou estar tentando acender um cigarro sem perceber o risco por conta do vazamento de combustível, Herzog o orientou a parar, o ajudou a sair do carro com segurança e em seguida simplesmente foi embora, recusando qualquer tipo de reconhecimento.


O ator ficou em choque ao perceber ter sido salvo por um dos seus diretores favoritos, chamando o momento de “quase místico”.


Como se fosse pouco Werner jura não ter o hábito de assistir filmes e um talento seu muito estranho, e muito maravilhoso, é sua capacidade de fazer documentários tão emocionantes quanto um filme e filmes tão curiosos quanto um documentário e (de uma maneira tão parecida quanto o realismo fantástico do Gabriel Garcia Márquez) tornar a realidade fantástica e o fantástico se tornar real.


É assim no filme (quase documentário) The Enigma of Kaspar Hauser, de 1974.


O filme acompanha a história de Kaspar Hauser, que viveu os primeiros dezessete anos de sua vida acorrentado em um pequeno porão com apenas um cavalo de brinquedo para ocupar seu tempo, desprovido de todo contato humano, exceto por um homem sempre vestindo um sobretudo preto e cartola, que o alimentava.


Um dia, em 1828, o mesmo homem o tira de sua cela, ensina-lhe algumas frases e como andar, antes de deixá-lo na cidade de Nuremberg.


Aos olhos dos habitantes Kaspar apareceu como uma figura quase estática e vestia roupas rústicas e trazia uma carta endereçada a um capitão da cavalaria local, com o relato de um menino deixado aos cuidados de um homem anônimo ainda bebê e agora desejava servir ao exército como seu pai havia feito.


Quando questionado, o garoto só sabia repetir algumas frases, como "quero ser um cavaleiro como meu pai foi" e, ao tentar escrever seu nome, grafou: Kaspar Hauser.


Parecia extremamente ingênuo e com vocabulário limitado e possuía muita sensibilidade a luz, som e alimentos sólidos; não suportava carne, álcool, barulho alto e nem luz forte.


Isso reforçou a ideia de ter sido criado no escuro, em silêncio e com alimentação básica — provavelmente pão e água, e mesmo com cerca de 16 anos, andava como uma criança de dois; tinha músculos atrofiados, postura curvada e mãos suaves, como quem nunca fez esforço físico.


Depois de aprender a escrever e desenhar, fazia repetições constantes de cruzes, olhos, escadas e labirintos (levando a especulações sobre mensagens subconscientes) e Kaspar contava que, nos sonhos, usava roupas reais e ouvia vozes de uma mãe chorando.


Com o tempo, aprendeu a falar melhor e começou a relatar suas lembranças de sempre viver trancado em uma cela escura de cerca de dois metros de comprimento e teto baixo, sem contato humano direto — apenas um homem misterioso o alimentava e o mantinha drogado por longos períodos.


Segundo Kaspar, ele não sabia onde estava nem existir um "mundo lá fora" e apenas pouco antes de ser solto, o homem teria ensinado frases básicas e como andar.


Assim se torna objeto de muita curiosidade e chega a ser exibido em um circo antes de ser resgatado pelo Professor Georg Friedrich Daumer, que pacientemente tenta transformá-lo; Kaspar aprende a ler e escrever e desenvolve abordagens pouco ortodoxas sobre lógica e religião (mas a música lhe agrada mais) e atrai a atenção de acadêmicos, clérigos e nobreza.


E então um dia é atacado fisicamente e provavelmente pelo mesmo homem desconhecido que o trouxe para Nuremberg.


Muitos acharam ter sido simulado por ele mesmo para atrair atenção ou proteção e o ataque o deixa inconsciente com a cabeça sangrando mas se recupera quando dias depois é novamente atacado misteriosamente por outro homem desta vez esfaqueado no peito, descansa na cama descrevendo visões de nômades Berberes no Saara, e morre três dias depois.


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Kaspar Hauser é um dos casos mais misteriosos e debatidos da história europeia do século XIX e sua aparição repentina em Nuremberg levantou suspeitas de sequestro, abuso e até de intrigas políticas envolvendo a nobreza. sua história mistura fatos documentados, boatos e muita especulação.


Várias teorias surgiram ao longo do tempo e a mais famosa especula sobre ter sido o legítimo herdeiro do grão-ducado de Baden, sequestrado quando bebê para dar lugar a outro herdeiro; isso explicaria a motivação política por trás de seu desaparecimento e então assassinato.


O grão-ducado de Baden, uma região poderosa da Alemanha, vivia um período delicado pois o herdeiro legítimo do trono seria o filho da princesa Stéphanie de Beauharnais, afilhada de Napoleão Bonaparte, mas esse bebê morreu oficialmente dias após o parto — sob circunstâncias nunca bem explicadas.


A hipótese é que o bebê não morreu; teria sido substituído por outro e o verdadeiro herdeiro foi retirado secretamente e Kaspar Hauser seria esse herdeiro escondido, criado em cativeiro para que um parente distante, o conde de Hochberg, herdasse o trono.


O sequestro teria sido encoberto por membros da corte e confirmado com a morte do "substituto" pouco depois.


Masquando Kaspar apareceu, em 1828, o novo regime já estava consolidado — e ele era uma ameaça viva à legitimidade do trono e por isso teria sido monitorado e eventualmente morto para impedir qualquer investigação.


Outros viam Kaspar como um impostor que sofria de algum transtorno psicológico, como mitomania e seu comportamento estranho poderia ser resultado de negligência na infância, e as feridas auto-inflingidas.


Em 1996 e novamente em 2002, amostras de DNA atribuídas a Kaspar foram comparadas ao DNA de descendentes da família real de Baden mas os resultados foram inconclusivos.


Sobre sua infância, Kaspar costumava dizer:


- Fui como um prisioneiro sem nome, sem voz, sem tempo.


E quando perguntaram sobre a sua vida antes de Nuremberg, dizia:


- Eu não sabia que existia um outro mundo.


Kaspar Hauser vivia em um limbo existencial, indesejado onde nasceu, rejeitado onde viveu.


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Errol Morris por sua vez é uma figura estranha e obsessiva, perfeccionista ao nível da paralisia; e entre várias pérolas jornalísticas/investigativas tem no currículo também o documentário Standar Operating Procedure onde ele sozinho concluiu uma investigação que a própria CIA e o governo dos Estados Unidos não conseguiram (leia-se: não queriam).


Errol Morris também tem na sua lista e compartilha com Werner Herzog a produção do único filme (ou documentário), o único, que eu não consegui assistir até final em toda a minha vida, The Act of Killing, dirigido por Joshua Oppenheimer.


Já assisti a série Faces da Morte almoçando e a trilogia August Underground jantando, mas The Act of Killing, por algum motivo o qual ainda não pensei sobre, não consegui terminar.


Mas quem é o melhor documentarista de todos os tempos, Werner Herzog ou Errol Morris?


Nenhum dos dois, o melhor é o Adam Curtis.


Um verdadeiro fritador de mentes com suas obras The Century of the Self, The Power of Nightmares, The Trap: What Happened to Our Dream of Freedom, All Watched Over by Machines of Loving Grace, Bitter Lake, HyperNormalisation, Can't Get You Out of My Head, e infinitos outros; e a sua capacidade de conectá-los através de cenas, frases e passagens torna ele um caso único de diretor que parece estar fazendo apenas um único filme, com dezenas de horas de duração.


Na verdade os três são os melhores, Werner Herzog é obsessivo pela existência, Errol Morris é obsessivo pela descoberta e Adam Curtis é um narrador obsessivo e já falou tudo, absolutamente tudo, o que você precisa saber e entender sobre política e psicologia das massas da nossa história recente.


São a santíssima trindade dos documentaristas:


O primeiro aquece a alma e faz a gente se sentir pequeno.

O segundo gela o coração e faz a gente se sentir estranho.


E o terceiro destrói todas as suas noções com uma espécie de efeito borboleta da geopolítica, contando a história que os historiadores não mostram e provando por A + B o quanto fatores aleatórios, coincidências, caprichos humanos e atitudes tomadas a partir de percepções momentâneas podem influir diretamente na sua vida, mesmo ocorridas décadas antes mesmo de você ter nascido.


Mas Werner Herzog é o melhor, o que dizer de um cara que logo no seu segundo filme, o genial até no nome Even Dwarfs Started Small, colocou anões confinados em uma ilha para quebrar janelas e pratos, rir de forma maníaca, pular de uma van em movimento apenas para dirigi-lo em círculos, provocar guerras de comida e brigas de galo, folhear revistas de mulher pelada e incendiar vasos de flores, matar um grande porco, atormentar alguns anões cegos e até encenar uma paródia da crucificação com um macaco?


E ainda possui 100% de avaliações positivas no site Rotten Tomatoes, ao lado de Toy Story.


Durante as filmagens da cena da van um dos atores foi atropelado mas levantou-se imediatamente, sem ferimentos graves.


Mais tarde, na sequência da queima das flores, o mesmo ator acabou pegando fogo e o diretor correu até ele e apagou as chamas, resultando apenas novamente em ferimentos leves.


Após esses dois acidentes, Herzog prometeu aos atores que, se conseguissem terminar o resto das filmagens sem novos incidentes, ele pularia em um cacto; as gravações foram concluídas sem mais problemas e, fiel à palavra, o diretor mergulhou nos cactos, comentando depois:


- Sair foi muito mais difícil que entrar.


A ideia da cena da van veio de um episódio da sua juventude, quando ele trabalhava como mordomo no Oktoberfest de Munique e uma de suas tarefas era impedir que clientes bêbados fossem embora dirigindo.


Em uma dessas noites um homem insistiu poder conduzir o carro, então Herzog entrou com ele e girou o volante até travar e saiu do veículo, o homem desmaiou e o carro continuou dando voltas sozinho até ficar sem combustível.


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Então se for para escolher um, fico com Werner Herzog, pois se você quiser fazer amizade com um homem, brigue com ele, se quiser entender o que se passa no coração de um homem, ouça Hardcore, e se quiser entender como é a lealdade entre homens, se jogue num pé de cacto ou coma os seus sapatos.


E se for comer os seus sapatos, cozinhe primeiro.


E por falar em sapatos e leis, Henry Alford vestiu os sapatos errados, e entrou para a história por assumir a culpa por algo que, possivelmente, não fez.


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Em tempo, Randall Dale Adams teve a sua sentença de morte anulada pela Suprema Corte dos EUA em 1980, posteriormente comutada para prisão perpétua pelo governador do Texas, Bill Clements, mas a investigação de Morris no documentário The Thin Blue Line sugeriu que cinco testemunhas cometeram perjúrio e, como resultado da publicidade em torno do filme, a sua condenação foi anulada pelo Tribunal de Apelações Criminais do Texas e o caso foi devolvido Condado Dallas para um novo julgamento.


O gabinete do promotor público recusou-se a processar o caso novamente e Adams foi posteriormente libertado como resultado de uma habeas corpus em 1989.


Se tivesse sido considerado injustamente condenado receberia US$ 80.000 por cada ano de prisão mas, apesar de ter sido preso por doze anos, Adams como foi solto porque seu caso foi arquivado, e não porque foi perdoado, então não recebeu nenhum pagamento ou indenização do estado após sua libertação.


Após a libertação da prisão acabou em uma batalha legal com Morris sobre os direitos de sua história e assunto foi resolvido fora do tribunal após Adams receber uso exclusivo de qualquer coisa escrita ou feita sobre o assunto ou sua vida.


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O ator Bruno S. ou Bruno Schleinstein, foi frequentemente espancado quando criança e passou grande parte de sua juventude em instituições para doentes mentais, foi um músico em grande parte autodidata e ao longo dos anos desenvolveu considerável habilidade no piano e acordeão.


Era conhecido por tocar em jardins nos finais de semana enquanto se sustentava financeiramente trabalhando em uma fábrica de automóveis e Herzog escreveu Stroszek especialmente para ele, com vários detalhes biográficos da vida de Schleinstein, incluindo o uso de seu próprio apartamento como casa do personagem Bruno Stroszek.


Bruno morreu em 11 de agosto de 2010 após sofrer problemas cardíacos e pouco depois de sua morte, Werner Herzog comentou:


- Em todos os meus filmes, e com todos os grandes atores com quem trabalhei, ele foi o melhor, não havia ninguém como ele.


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Dizem não ser verdade o episódio do acidente de Joaquin Phoenix mas é uma boa história, e boas histórias muitas vezes parecem mentiras, como logo veremos.


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Cápsulas caninas de beterrabas e morceguianas do tempo.


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Foi aprovada no Estado de Santa Catarina um decreto regulamentando uma lei de 2007 e restringe a criação, circulação e comercialização de cachorros da raça pitbull e derivados, além impor castração a partir dos seis meses de idade.


A determinação é de que os animais só podem frequentar espaços públicos, especialmente os com grande circulação de pessoas, guiados por uma pessoa maior de 18 anos e com o uso de focinheira e enforcador.


Quem descumprir deverá pagar multa de R$ 5 mil, aplicada em dobro e progressivamente nos casos de reincidência.


Isso mesmo, mais uma vez o poder público resolve na caneta punindo todos porque é incapaz de fiscalizar e punir poucos.


Mais pitbulls, menos políticos.


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O médico Zeno Augusto compartilhou nas redes sociais um vídeo sobre um atendimento que acabou virando caso de polícia durante um dos plantões.


No desabafo, Zeno falou sobre o paciente que chegou na unidade de saúde com uma fratura simples no punho, e segundo ele, era apenas o caso de imobilizar e voltar para casa mas, ao invés do gesso tradicional, o paciente insistiu para o médico querer um gesso biodegradável feito de milho, beterraba e cana de açúcar, com a justifica de ser vegano.


Mesmo tentando contornar a situação, Zeno explicou que o paciente insistiu no gesso biodegradável e chamou a polícia. Ao fim do vídeo, o médico afirmou ter ido à delegacia e prestou o Boletim de Ocorrência.


Sugiro galho e cipó na próxima e chá de simancol duas vezes ao dia.


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Sem saber onde nadava, uma influenciadora viralizou nas redes sociais após nadar em uma região próxima de um escoamento de esgoto e postou os vídeos nas redes sociais; Michelle Sky Hayward viajou pela Cidade do Cabo, na África do Sul, quando decidiu visitar uma praia proibida da região e ao entrar na água afirmou que a água estava “muito salgada”.


Isso diz mais sobre o mundo das influencers que sonha a nossa vã disenteria.


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Sabendo muito bem onde pisava, outra influenciadora chamada Mariana Vasiuc sofreu uma fratura na coluna ao tentar reproduzir o Stilletto Chalenge, uma pose inspirada na rapper Nicki Minaj e se equilibrar de salto alto sobre uma lata de leite em pó, colocada em cima de uma panela na bancada da cozinha.


Apesar da queda, a modelo está com quadro de saúde estável.


Que pena.


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O Ozzy Osbourne morreu, menos de um mês após fazer seu show de despedida, o homem literalmente esperou mais um pouco para a gente poder se despedir dele.


Mas nada além do esperado de um cara chamado Príncipe das Trevas mas trouxe apenas luz para todos nós.


Em sua biografia lançada em 2010, Ozzy declarou:


- Quero ter certeza de que meu funeral será uma celebração, não uma festa de lamentações. Também gostaria de algumas brincadeiras — talvez o som de batidas dentro do caixão, ou um vídeo meu pedindo uma segunda opinião ao meu médico sobre seu diagnóstico de morte. Muitas pessoas só veem sofrimento a vida toda. Então, de qualquer forma, a maioria de nós neste país — especialmente astros do rock como eu — tem muita sorte. É por isso que não quero que meu funeral seja triste — quero que seja um momento para agradecer.


Ozzy Osbourne morreu por nós, Ozzana nas alturas.



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